Viciados em jogos?

Viciados em jogos?

Trate o vício deles em jogos

Os jogos electrónicos de consolas, computadores, tablets e telemóveis podem ser uma boa forma de manter os mais novos entretidos. Há jogos tão envolventes e bem construídos que até os mais velhos gostam de jogar. Se bem utilizados, estes jogos podem ser extremamente didácticos, ensinando aos mais novos muitos conceitos de um modo rápido e divertido. Mas se não se tiver certos cuidados, também podem prejudicar as crianças. Médicos e psicólogos concluíram recentemente que o uso excessivo pode estar associado a problemas de saúde. Os profissionais de saúde já falam em distúrbio associado aos jogos electrónicos. Esta situação pode originar:

• Dificuldade em controlar a vontade de jogar

• Ideia de que os jogos são mais importantes do que todas as outras actividades

• Necessidade de jogar cada vez mais, mesmo sabendo que faz mal. A longo prazo, o distúrbio pode afectar as relações das crianças com familiares e amigos, e comprometer o sucesso escolar. Isso quer dizer que o seu filho deve parar de utilizar estes jogos definitivamente? Em princípio, não. Deve, sim, aprender a fazê-lo de um modo seguro. Transmita-lhe estas ideias:

• Primeiro as responsabilidades: as crianças devem aprender a dar prioridade às actividades escolares (aulas e trabalhos de casa), aos hobbies (como o desporto ou a música) e às brincadeiras com a família e os amigos. Só no final de tudo isto deverão vir os jogos electrónicos

• Os adultos ditam as regras: estipule horários para a utilização dos jogos. Quando o tempo chegar ao fim, seja firme. Mostre também que não limita nem proíbe nada “porque sim”, mas porque se preocupa

• Existem alternativas: mostre ao seu filho que o tempo de jogo é tempo que poderia passar com a família e os amigos – os elementos mais importantes da sua vida Por fim, lembre-se da importância de manter a janela da comunicação aberta. Ouça atentamente o que o seu filho lhe diz e lembre-se: o diálogo é, quase sempre, a melhor forma de ajudar aqueles de quem mais gostamos. •

Artigo da Revista Sauda Agosto 2019


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